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Bongarbit: Escola de Luteria de Instrumentos Musicais Orgânicos e Digitais da Xambá

Apresentado por INSTITUTO FAB LAB REC, de Recife (PE). Aprovado em 2025, na categoria empreend ações educ-cult/capacitação/treinamento. Situação: autorizada a captação residual dos recursos.

onde aparece “INSTITUTO FAB LAB RECCitado na ficha técnica, marcado no texto abaixo.

Quanto o projeto levantou

Levantado com empresas e pessoasR$ 350.000,00recebeu dinheiro em 2025.
Autorizado pelo MinistérioR$ 490.509,00o máximo que o projeto pode levantar. Período: 01/01/2026 a 31/12/2027.

Quem pagou

1 empresa pagou o projeto e descontou o valor do imposto de renda.

EmpresaUFPagou
Petrobrás Transporte S. ASCR$ 350.000,00

O que o projeto diz que faz

Formação gratuita em luteria de percussão tradicional e digital, com mestres da comunidade Xambá e professores convidados, integrando saberes afro-indígenas e tecnologia para fortalecer a cidadania cultural e enfrentar a exclusão digital. Realização de 2 módulos + Trilha Transversal (174h), com oficinas e redesign de instrumentos, produção de materiais acessíveis e abertos, no Instituto Fab Lab Rec (Recife) e no Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar (CACGB) (Olinda). Democratização e diversidade: ajuda de custo e alimentação, acessibilidade plena e equipe majoritariamente feminina e negra, com prioridade para pessoas negras e periféricas, vinculadas à tradições culturais de matriz africana, além da doação integral do material permanente ao CACGB. Difusão: eventos Café com Bongarbit, circulação em 8 municípios e show de culminância com acesso gratuito. Sustentabilidade: gestão de…

Ficha técnica

INSTITUTO FAB LAB REC (Proponente representado por Letícia Falcão de Andrade)Função: Coordenação Geral Nome: Letícia Falcão de AndradeFunção: Coordenação Geral(mulher, branca, cisgênero)Comunicadora social (UFPE, 2007), especialista em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão (FGV, 2013) e em Tecnologias do Design (UNICAP/ICAM, 2021). Atua há mais de 15 anos na produção e gestão de projetos culturais, criativos e de inovação social. Diretora Administrativa-Financeira do Instituto Fab Lab Rec e Coordenadora Geral do Movimento Mulheres Makers, lidera iniciativas como o Projeto Mão na Massa e Virada Maker, voltadas à promoção da cultura, da tecnologia e da redução de desigualdades.Nome: Raquel Guerra Britto(mulher, branca, cisgênero)Função: Coordenação Administrativo-FinanceiroAdvogada (OAB/PE 39.441), graduada em Direito pela UNICAP (2013), especialista em Direito Civil e Processo Civil (UNINASSAU, 2021) e especialista em Direito Contratual (UFPE, 2025). Certificada em Mediação e Arbitragem pelo INAMA, atuou como conciliadora no TJPE e em projetos da Prefeitura do Recife, como o Colorindo o Recife, ReciclaMais e Mais Vida nos Morros; enquanto no Instituto Ikone desempenhou atividades administrativo financeiras, desde organização do espaço físico a elaboração de prestação de contas e realização de pagamentos. Atualmente, presta serviço para o Instituto Fab Lab Rec como Gerente Administrativo-Financeira com experiência em gestão, contratos e processos administrativos.Nome: João Tragtenberg(homem, branco, cisgênero)Função: Coordenador TécnicoDoutorando em Design (UFPE) e Mestre em Ciência da Computação (UFPE), coordena a formação e criação tecnológica, e a gestão do Bongarbit desde sua fundação em 2023 junto à comunidade da Xambá, integrando pesquisa acadêmica, formação de equipe e governança comunitária. Sua trajetória combina design, música e tecnologias digitais, tendo recebido o Pamela Z Award for Innovation (NIME 2021, Pequim/China) e o prêmio de Best Paper (SBCM 2019, Brasil). Como artista e pesquisador, apresentou criações em eventos como o Festival Ars Electronica (Áustria/Romênia), a conferência internacional NIME, e a Abertura do Carnaval do Recife de 2018, desenvolvendo instrumentos digitais e performances que unem inovação tecnológica e cultura popular.Nome: Thulio Xambá(homem, negro, cisgênero)Função: Coordenação CulturalMúsico, produtor cultural, arte-educador e realizador audiovisual, Thúlio Xambá coordena desde 2023 a estruturação, ações culturais e inserção na comunidade Xambá do Bongarbit – Laboratório de Tecnologias Digitais da Xambá. Como percussionista, integra os grupos Bongar, Edún Ará Sangô, Abulidu e Ori, com os quais gravou álbuns e circulou em festivais no Brasil, Europa, Caribe e África. Atua na gestão do Centro Cultural Grupo Bongar – Guitinho da Xambá, onde também coordena o coletivo audiovisual Erê Sankofa, e é idealizador da Feira Quilombar de Arte Negra, que fortalece o afroempreendedorismo e amplia narrativas negras na cena cultural.Nome: Iran Silva(homem, negro, cisgênero)Função: Mestre de luteria tradicional de instrumentos de percussãoLuthier, Músico, arte-educador, produtor cultural e Ogã, cresceu em terreiros de Jurema Sagrada e de Candomblé Nação Nagô em Pernambuco, onde herdou do avô as técnicas ancestrais de construção de tambores. Foi fundador e integrante do Grupo Bongar por 14 anos, com o qual gravou diversos álbuns e circulou em festivais no Brasil, Europa, Caribe e África, como o Womex (Reino Unido), Europalia (Bélgica) e o Festival do Caribe (Cuba). É um reconhecido mestre na arte de fazer e ensinar a luteria de instrumentos de percussão como o ilú, a alfaia, o caracaxá, o gonguê, o ganzá e o pandeiro, unindo técnica, ancestralidade e espiritualidade. Atualmente, é Ogã no Ilê Omo Orixá Nanã Buruku e Juremeiro em seu terreiro de família, atuando como guardião das tradições afro-indígenas brasileiras.Nome: Marconi Bispo(homem, negro, cisgênero)Função: Professor de Aspectos Históricos, Políticos e Religiosos das Tradições Artísticas de Matriz Africana.Marconi Bispo (Awofá Ifáwalé Mojìre Omikemi Awololá) é ator, diretor, dramaturgo e sacerdote, é graduado em Educação Artística/Artes Cênicas pela UFPE (1999) e soma quase 30 anos de trajetória profissional nas artes da cena, com mais de 45 produções em seu currículo. Iniciado para Ìyémọjá e Ọbàlùfọ̀n (2004) e Ọrúnmìlà Bàbá Ifá (2023), desenvolve pesquisas sobre relações raciais em Pernambuco, identidades de gênero e religiosidades afro-indígenas. É mestrando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (POSAFRO) e criador da Escola do Corpo Negro (Ilé-Ẹ̀kọ́ Ara Dúdú), integra mitologia dos orixás, saberes dos terreiros e práticas cênicas como espaço de formação e resistência. Entre seus trabalhos recentes estão os espetáculos “Luzir é Negro!” e “re_Luzir”, além de uma residência artística em Porto, Portugal (2024) voltada à Revolução Haitiana.Nome: Roberta Maria Valentim de Carvalho(mulher, branca, cisgênero)Função: Consultoria PedagógicaPsicóloga (UFPE, 2004), especialista em Psicologia Clínica nas Instituições (FAFIRE, 2006) e em Políticas Educacionais e Inovação (EIPP/FUNDAJ, 2018). Co-fundadora do Fab Lab Recife, é Diretora de Educação Maker e atua há mais de 10 anos desenvolvendo projetos que integram psicologia, educação, cultura e inovação, como o Projeto Mão na Massa – Mulheres Makers, a Jornada Maker e a Virada Maker.A equipe é formada por 8 profissionais, dos quais 7 são mulheres ou pessoas negras, correspondendo a 87% do quadro técnico, em alinhamento aos critérios de promoção da diversidade, cidadania cultural e protagonismo previstos no edital.

Texto escrito por quem apresentou o projeto, como está no sistema do Ministério da Cultura.

de onde vemDa base oficial da Lei Rouanet no Ministério da Cultura (SALIC), projeto número 2510829. O valor levantado é o total do projeto até hoje; o Ministério não publica a data de cada pagamento.